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Dia histórico: cientistas divulgam primeira foto de um buraco negro


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O buraco negro que era conhecido apenas por ilustrações acaba de ser revelado

Foto: Divulgação
O anúncio foi explicado em uma conferência internacional

O buraco negro que era conhecido apenas por ilustrações acaba de ser revelado em foto, pela primeira vez na história da humanidade.

O anúncio foi explicado em uma conferência internacional, acompanhada ao vivo por diversos países, na quarta-feira, 10 de abril.

Centenas de cientistas e pesquisadores e oito telescópios participaram do trabalho para divulgação da imagem, além de ter sido fruto do sonho de Albert Einstein, há 100 anos.

O fenômeno invisível em que a força da gravidade exerce uma pressão que não deixa nada em volta escapar só era conhecido em ilustrações, concepções artísticas e simulações.

A transmissão ao vivo começou quando faltava 15 minutos para o anúncio da imagem.

O primeiro a falar foi Carlos Moedas, do European Research Council, que estava muito emocionado.

“Einstein não podia imaginar o que descobriu … Para tirar uma foto de algo que um homem sonhou há 100 anos, você precisa de pessoas de 40 países.Se há um grande momento para todos nós, é hoje”, afirmou.

“Mesmo uma criança sabe o que é um buraco negro, e a melhor descrição veio de uma criança — é apenas um buraco que você não pode preencher”, diz Luciano Rezzolla, da Goethe University Frankfurt. “Você pode se perguntar, como você sabe que é um buraco negro? A resposta é que combina muito bem com o que prevíamos na teoria.”

Eduardo Ros, da Universidade de Granada, subiu ao palco para contar como as observações foram feitas usando telescópios onde a atmosfera é muito fina e seca para evitar interferências atmosféricas. Então eles tiveram que prestar muita atenção ao clima e estar prontos para receber observações em curto prazo.

Os discos rígidos do telescópio da Antártida tiveram que ficar armazenados durante o inverno, porque um avião não podia entrar e sair facilmente para transportar os dados.

Depois, Monika Moscibrodzka da Radboud University explicou o que aprenderam ao longo de quatro dias de observação, em que o anel não mudou de tamanho e não foi embora.

“Isso significa que é provável que seja um objeto permanente. A mudança na luz do anel — mais brilhante na frente — indica rotação. A imagem ainda não está clara o suficiente para medir a rotação, mas sabemos que ela ocorre no sentido horário”, afirmou.

 


Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações da revista Galileu
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