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Novo vírus provoca primeiro caso de febre hemorrágica brasileira em 20 anos


Brasil Net

O paciente, morador de Sorocaba, no interior de São Paulo, morreu por complicações da doença no dia 11 de janeiro

Foto: Divulgação
Hospital em Sorocaba, onde foi registrado o caso

O Ministério da Saúde confirmou, na noite de segunda-feira, 20, um caso de febre hemorrágica brasileira causada por um novo vírus. É a primeira vez em 20 anos que a doença é registrada no País. O paciente, morador de Sorocaba, no interior de São Paulo, morreu por complicações da doença no dia 11 de janeiro.

De acordo com boletim epidemiológico divulgado pela pasta, no caso de Sorocaba foi identificado um novo vírus da família Arenavírus, do gênero Mammarenavirus, o vírus Sabiá.

A confirmação do caso está sendo considerada um “evento de saúde pública grave” pelo ministério por causa da raridade e alta letalidade da doença. Antes desse registro, só haviam sido relatados quatro casos de febre hemorrágica viral no Brasil, o último em 1999.

“Considerando a família, este vírus pode apresentar alta patogenicidade e letalidade. Este fator representa um risco significativo para a saúde pública, ainda que nenhum caso secundário tenha sido identificado até este momento da investigação”, destacou o órgão, no boletim.

Seguindo protocolos internacionais, o ministério já comunicou o fato à Organização Mundial de Saúde (OMS) e à Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), mas destacou que ainda não há necessidade de apoio externo de organismos internacionais.

Todas as pessoas que tiveram contato mais próximo com o paciente ou suas secreções deverão ser monitorados por 21 dias, segundo recomendação do ministério, incluindo parentes e os profissionais de saúde que participaram dos atendimentos.

As autoridades sanitárias ainda não sabem como a vítima se infectou. A doença é transmitida principalmente por meio da inalação de partículas formadas a partir de urina, fezes e saliva de roedores infectados, os principais repositórios do vírus.

A transmissão de pessoa a pessoa pode ocorrer quando há contato muito próximo e prolongado ou em ambientes hospitalares, quando não utilizados equipamentos de proteção, por meio de contato com sangue, urina, fezes, saliva, vômito, sêmen e outras secreções, segundo o ministério.

Antes do início dos sintomas, o paciente esteve nas cidades de Itapeva e Itaporanga, ambas no interior de São Paulo e que estão sendo tratadas como possíveis locais de infecção. A vítima não tinha histórico de viagem internacional.

 

O ministério informou que realizou, nesta segunda-feira, reunião com representantes de todas as partes envolvidas no caso: Secretaria da Saúde de São Paulo, Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Hospital Israelita Albert Einstein e os Conselhos Nacional e Estaduais de Saúde (Conass e Conasems).

 

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Fonte: *Redação Cornélio Notícias, com informações do Estadão Conteúdo
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